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INDÍCIOS COMUNS DE QUE SEUS DADOS FORAM VAZADOS

A proteção das informações pessoais tornou-se uma preocupação constante para cidadãos e empresas. A exposição indevida de dados pode gerar transtornos significativos, desde fraudes financeiras até o uso indevido da identidade. Por essa razão, é importante que qualquer pessoa saiba reconhecer os sinais mais comuns de que seus dados podem ter sido comprometidos.

O primeiro indício costuma ser o recebimento de e-mails suspeitos. Mensagens que solicitam o clique em links ou o envio de informações pessoais, especialmente quando enviadas por remetentes desconhecidos ou com erros de ortografia, merecem atenção. O objetivo desses e-mails pode ser a coleta de senhas ou a instalação de programas maliciosos.

Outro sinal frequente é o acesso não autorizado a contas. Alterações em senhas, notificações de login a partir de dispositivos ou localizações incomuns e movimentações que o usuário não reconhece são sinais claros de que houve violação. Muitas plataformas digitais, inclusive redes sociais e serviços de armazenamento em nuvem, informam ao usuário sempre que há uma tentativa de acesso fora do padrão. Ignorar esse alerta pode significar permitir que terceiros se aproveitem de dados pessoais.

Notificações de bancos e instituições financeiras também devem ser observadas com atenção. Transações bancárias desconhecidas, cobranças indevidas ou até o bloqueio repentino de cartões podem ser consequências diretas do uso indevido de informações bancárias por terceiros.

Vale destacar que empresas sérias costumam comunicar seus usuários quando identificam falhas em seus sistemas ou suspeitam de acessos indevidos. É recomendável manter os dados de contato atualizados junto aos serviços utilizados, pois muitas dessas comunicações são feitas por e-mail ou por aplicativos.

Por fim, a atenção a pequenos detalhes pode evitar grandes problemas. Ao identificar qualquer um desses sinais, recomenda-se a troca imediata de senhas, o contato com os serviços afetados e, em casos mais graves, o registro de boletim de ocorrência e a comunicação com os órgãos de proteção ao consumidor ou com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Prevenir e agir com rapidez são atitudes que fazem diferença. A vigilância permanente é, hoje, uma parte do cuidado com a vida digital.

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USO DE REDES WI-FI PÚBLICAS E COMO ISSO PODE EXPOR DADOS DA EMPRESA

Em um mundo onde a conectividade define a produtividade, a facilidade de acesso à internet em redes públicas pode parecer uma solução conveniente para quem precisa trabalhar remotamente. No entanto, essa comodidade esconde riscos que muitas vezes passam despercebidos.

O uso de redes Wi-Fi abertas, como as disponíveis em cafeterias, aeroportos e hotéis, pode expor informações sensíveis da empresa a interceptações. Isso acontece porque, na maioria dos casos, essas redes não possuem protocolos de segurança adequados, tornando os dados trafegados mais vulneráveis a ataques. Informações como credenciais de acesso, documentos confidenciais e até mesmo comunicações internas podem ser capturadas por terceiros sem que o usuário perceba.

Os chamados ataques “man-in-the-middle” são um exemplo comum desse risco. Neles, um invasor se posiciona entre o dispositivo do usuário e a rede, monitorando ou até manipulando os dados transmitidos. Em alguns casos, criminosos criam redes falsas com nomes semelhantes aos de estabelecimentos conhecidos, induzindo as pessoas a se conectarem sem suspeitar da fraude.

Para mitigar esses riscos, algumas medidas devem ser adotadas. O uso de redes privadas virtuais (VPNs) é uma alternativa eficiente, pois cria um túnel seguro para a transmissão de dados. Além disso, ativar a autenticação em dois fatores para acessos a sistemas corporativos reduz as chances de comprometimento de credenciais. Também é recomendável que conexões Wi-Fi públicas sejam evitadas ao lidar com informações sensíveis, priorizando redes móveis, que oferecem um nível maior de segurança.

A conscientização dos colaboradores sobre esses riscos é essencial para proteger os dados da empresa. Pequenas mudanças nos hábitos digitais podem fazer uma grande diferença na preservação da segurança da informação, reduzindo as vulnerabilidades associadas ao uso de redes desconhecidas.

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O QUE FAZER SE SUA EMPRESA SOFRER UM ATAQUE HACKER?

Você sabe como agir diante de um ataque cibernético na sua empresa?

Infelizmente, as investidas de hackers têm se tornado cada vez mais frequentes, afetando empresas de todos os tamanhos e setores. Grandes organizações geralmente são visadas pelo alto retorno financeiro que podem proporcionar, enquanto pequenas e médias empresas se tornam alvos atraentes devido a possíveis fragilidades na segurança digital.

O trabalho remoto, amplamente adotado durante a pandemia, ampliou essas vulnerabilidades, tornando essencial o investimento em práticas robustas de segurança cibernética. Saber como reagir a uma invasão digital pode fazer toda a diferença para mitigar prejuízos e preservar a reputação da sua empresa.

A seguir, veja orientações detalhadas sobre como lidar com ataques cibernéticos e fortalecer a proteção do seu negócio contra ameaças futuras.

Primeiros passos: reconheça e reaja rapidamente

Os primeiros sinais de um ataque cibernético podem incluir lentidão anormal em computadores, dificuldades de acesso aos sistemas ou comportamentos incomuns na rede, como perda de controle sobre dispositivos. Identificar essas anormalidades o mais cedo possível é crucial para reduzir danos.

Comunique imediatamente qualquer suspeita ao setor de TI ou a um especialista em segurança digital. A ação ágil permite identificar a extensão do problema e tomar as primeiras medidas para conter o ataque.

Formalize o incidente

Após confirmar a ocorrência de um ataque, é fundamental registrar e comunicar o caso às autoridades competentes. Colete evidências como capturas de tela, e-mails suspeitos e registros do sistema. Essas informações podem ser usadas para uma investigação mais profunda e, dependendo da gravidade, para garantir medidas legais contra os responsáveis.

Compreenda a causa

A análise do ataque deve ser detalhada para identificar como os invasores conseguiram acesso. Entre as causas mais comuns estão vulnerabilidades de softwares desatualizados, uso de senhas frágeis ou comprometidas, dispositivos perdidos ou roubados e redes inseguras.

Saber a origem do problema permite não apenas corrigir a falha, mas também evitar que situações semelhantes se repitam.

Proteja seus sistemas

Assim que a ameaça for identificada, desconecte dispositivos ou servidores comprometidos da rede principal. Se o ataque envolveu o site da empresa, entre em contato com o provedor de hospedagem para tomar providências, como redefinir senhas e restringir acessos.

Mudar senhas de todos os serviços é essencial. As novas credenciais devem ser complexas, incluindo letras, números e caracteres especiais, com no mínimo 8 caracteres. O uso de ferramentas de gerenciamento de senhas pode ajudar a manter as informações seguras.

Garanta a continuidade do negócio

Se os sistemas forem desativados, é importante dispor de equipamentos de reserva para manter as operações essenciais em andamento. O tempo de inatividade pode causar não apenas prejuízos financeiros, mas também danos à imagem e à experiência do cliente. Portanto, tenha um plano de contingência bem estruturado.

Avalie os impactos

Após conter a invasão, analise cuidadosamente os danos causados. Verifique se informações de clientes, parceiros ou colaboradores foram comprometidas. Caso tenha ocorrido o vazamento de dados, notifique os envolvidos e tome as medidas legais necessárias para minimizar os efeitos.

A recuperação de informações pode ser facilitada com um bom sistema de backup. É vital que os backups sejam regulares e armazenados em locais seguros para garantir a continuidade do negócio em situações de emergência.

Reforce sua defesa digital

Use a experiência do ataque como aprendizado para fortalecer a segurança da sua empresa. Atualize sistemas e softwares, revise suas políticas de segurança, implemente firewalls robustos e invista em treinamentos regulares para a equipe sobre práticas de cibersegurança.

Medidas como o uso de antivírus corporativos, proteção de endpoints e gestão eficiente de acessos são fundamentais para criar barreiras contra futuras ameaças.

A importância da prevenção

Os ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticados, com técnicas que dificultam a detecção e aumentam o impacto. Por isso, adotar uma abordagem preventiva é indispensável. Combinando tecnologia avançada e uma cultura organizacional voltada à segurança, sua empresa pode reduzir significativamente os riscos de novos incidentes.

Encarar a cibersegurança como um investimento estratégico e não como um custo adicional é o caminho para proteger a continuidade dos negócios e a confiança dos clientes.

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VOCÊ SABIA QUE A CIBERSEGURANÇA NÃO É SÓ PARA AS GRANDES EMPRESAS?

Quando falamos em cibersegurança, muitas pessoas imaginam grandes corporações, sistemas complexos e ataques milionários. No entanto, proteger dados e informações não é uma necessidade exclusiva de grandes empresas. Negócios de todos os portes, incluindo pequenos empreendedores e até mesmo profissionais autônomos, também precisam dar atenção a este tema.

A verdade é que os dados são um dos ativos mais importantes de qualquer organização, independentemente do tamanho. Informações sobre clientes, parceiros, fornecedores e até estratégias de mercado merecem ser protegidas, pois a perda ou o vazamento dessas informações pode causar desde prejuízos financeiros até danos à reputação.

Além disso, pequenas e médias empresas são frequentemente vistas como alvos fáceis por atacantes, justamente por acreditarem que “não vale a pena investir em proteção”. Por isso, práticas simples, como manter os softwares atualizados, usar senhas fortes e contar com ferramentas básicas de segurança, podem fazer uma grande diferença no dia a dia.

Investir em cibersegurança não precisa ser complicado ou caro. Começar com pequenas ações, como conscientizar sua equipe sobre a importância de boas práticas, já é um ótimo primeiro passo. Lembre-se: proteger suas informações significa também proteger os sonhos e os resultados que você tanto trabalha para alcançar.

E você, como está cuidando da segurança digital no seu negócio?

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E- COMMERCE BRASILEIRO: COMO INOVAR NA EXPERIÊNCIA DE PAGAMENTO ONLINE

O e-commerce brasileiro experimentou um crescimento recorde em 2024, mas a expansão ainda enfrenta obstáculos significativos. Apesar do aumento no volume de transações, uma experiência de compra online frustrante e, muitas vezes, insegura continua a afastar consumidores. Dados indicam que 77% dos brasileiros abandonam compras devido a preocupações com segurança ou atrasos, enquanto 86% temem fraudes e roubo de identidade. Esses números revelam uma necessidade urgente de reformular a experiência de pagamento online.

Superando os desafios do mercado digital

Um sistema de pagamentos inovador pode redefinir o e-commerce, eliminando barreiras e criando um ambiente mais confiável. As transações lentas e os protocolos de segurança ultrapassados devem ceder espaço a soluções que ofereçam rapidez, simplicidade e proteção. Para os lojistas, o momento é oportuno: transformar obstáculos em oportunidades pode preparar o terreno para o futuro das transações digitais.

Compliance como diferencial competitivo

Setores dinâmicos, como o e-commerce, apostas online e e-sports, muitas vezes enfrentam o dilema entre agilidade e segurança. No entanto, uma abordagem equilibrada não apenas atende às regulamentações brasileiras como também pode ser um diferencial estratégico. Garantir a conformidade com normas locais e internacionais aumenta a confiança dos consumidores, especialmente em um mercado onde o ceticismo ainda é alto.

Além disso, ferramentas como machine learning e análise de dados fortalecem os sistemas de pagamento, adaptando-os às mudanças regulatórias e às exigências do mercado. Esse alinhamento não apenas cumpre a lei, mas eleva o padrão de segurança e eficiência, estabelecendo um novo patamar de experiência para os usuários.

Reduzindo o abandono de carrinho com soluções ágeis

As altas taxas de abandono de carrinho no Brasil refletem um gargalo crítico: processos de cadastro e pagamento ainda são vistos como longos e burocráticos. Muitos consumidores desistem de concluir suas compras devido ao excesso de etapas ou à falta de confiança. A solução? Sistemas de pagamento que priorizem a agilidade e a simplicidade, respeitando o tempo e a privacidade dos usuários.

Pagamentos disruptivos se destacam ao eliminar atritos. Com verificações automatizadas e exigências mínimas de preenchimento, esses sistemas oferecem uma experiência fluida e intuitiva. O resultado é um aumento nas conversões, uma redução no abandono de carrinho e maior confiança dos consumidores no processo de compra.

Segurança inteligente: um ecossistema além da transação

A segurança continua sendo uma preocupação central no e-commerce brasileiro. Para superar esse desafio, é essencial adotar sistemas robustos que vão além das medidas tradicionais. Soluções baseadas em inteligência artificial podem monitorar transações em tempo real, identificar anomalias e neutralizar ameaças antes que causem danos.

Essa abordagem não apenas protege consumidores e empresas, mas também estabelece um padrão mais elevado para o setor financeiro. Combinando ferramentas de compliance, KYC (conheça seu cliente) e AML (prevenção à lavagem de dinheiro), é possível criar uma experiência de pagamento segura, ágil e integrada ao ecossistema digital.

A construção de confiança como base para o crescimento

O futuro do e-commerce no Brasil depende de sistemas de pagamento que unam compliance, agilidade e segurança. Pagamentos disruptivos representam uma evolução necessária para enfrentar os desafios do mercado. Mais do que tecnologia, trata-se de um compromisso com a melhoria da experiência do consumidor e o fortalecimento da confiança em cada transação.

À medida que o setor avança, soluções que priorizem esses pilares terão o poder de transformar o mercado, promovendo fidelidade e impulsionando o crescimento sustentável de todo o ecossistema digital.

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IDOSO PERDE MAIS DE R$ 2 MILHÕES EM ESQUEMA VIRTUAL E POLÍCIA DESMANTELA QUADRILHA

Um esquema criminoso que enganou um idoso na região Noroeste do Rio Grande do Sul, mobilizou forças policiais de três estados brasileiros. Entre 2022 e 2023, a vítima, de 71 anos, transferiu mais de R$ 2 milhões a um grupo que operava um golpe virtual conhecido como “golpe do amor”. Os criminosos criaram um perfil falso nas redes sociais, onde se passavam por uma suposta investidora americana que prometia um relacionamento sério e a intenção de vir ao Brasil.

A quadrilha manipulava a vítima emocionalmente, prometendo presentes luxuosos, como joias, mas exigindo que ele custeasse supostos “impostos e taxas alfandegárias” para liberar as encomendas. Depois de quase dois anos e de um prejuízo milionário, o homem percebeu a fraude e denunciou o caso à polícia.

Com a denúncia, a investigação policial deu início à “Operação Dom Quixote”, que desvendou a rede criminosa responsável pelo golpe. A ofensiva resultou na prisão de seis suspeitos em cidades do estado de São Paulo, enquanto outros sete indivíduos seguem sob investigação.

Além das prisões, a operação apreendeu documentos, dispositivos eletrônicos, cartões bancários e determinou o bloqueio de bens e contas dos envolvidos. O caso está sendo apurado como estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A ação contou com a colaboração de 43 agentes de segurança de diferentes estados, reforçando o caráter interestadual da operação. A Polícia Civil segue investigando o caso, com o objetivo de desarticular completamente o esquema fraudulento e prevenir que outras vítimas caiam nesse tipo de armadilha.

Este caso reforça a importância de estar atento aos riscos do ambiente virtual e de sempre verificar a legitimidade de pedidos financeiros, especialmente em contextos de relacionamentos iniciados online. Golpes que exploram a vulnerabilidade emocional, como o “golpe do amor”, seguem sendo um desafio para as autoridades e uma ameaça para muitas pessoas.

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DEEPFAKES E PRIVACIDADE: QUANDO A TECNOLOGIA INVADE O DIREITO DE IMAGEM

Recentemente, um caso viral nas redes sociais chamou a atenção para os riscos do uso de deepfakes e a importância de zelar pela privacidade e segurança online. Tudo começou quando uma internauta descobriu que uma marca havia usado inteligência artificial para recriar seu rosto e promover produtos, sem o consentimento dela. O vídeo em que ela compartilha essa experiência já conta com milhões de visualizações e levantou debates sobre os perigos e a ética do uso da IA.

Deepfakes, que são vídeos e imagens criados ou alterados com IA para parecerem reais, trazem um desafio inédito. A legislação brasileira protege o direito de imagem como um direito fundamental, o que significa que o uso da imagem de uma pessoa sem sua autorização pode, sim, resultar em penalidades legais e até ações por danos morais, principalmente se a imagem for usada de forma que deturpe a identidade ou os valores da pessoa envolvida.

Além disso, o uso de deepfakes em campanhas publicitárias pode confundir o público, dando a entender que a pessoa está associada à marca ou apoia o produto, o que pode ser visto como publicidade enganosa e falsidade ideológica. Para evitar esse tipo de problema, as empresas devem agir com muito cuidado ao usarem IA em estratégias de marketing.

A IA processa e aprende com grandes volumes de dados, o que, em algumas situações, pode levar à utilização de elementos protegidos por direitos de outras pessoas. É fundamental que as marcas estejam atentas e façam uma verificação cuidadosa para garantir que o uso de inteligência artificial seja seguro e ético, respeitando os direitos das pessoas. Monitorar o uso dessas tecnologias e contar com especialistas em proteção de dados são passos essenciais para que o uso de IA esteja alinhado com a legislação e com os valores da empresa.

Inovar e usar a tecnologia de forma responsável, respeitando as pessoas e garantindo que a experiência do cliente seja positiva e de confiança.

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GOLPES FINANCEIROS NO BRASIL: COMO SE PROTEGER E EXERCER SEUS DIREITOS

No Brasil, cerca de 4,5 mil pessoas são vítimas de tentativas de golpes financeiros a cada hora, conforme dados recentes de pesquisa nacional. Esses crimes, que vêm crescendo de forma alarmante, acontecem majoritariamente via aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas, onde golpistas se passam por representantes de bancos ou instituições financeiras.

Essas fraudes digitais são classificadas legalmente como crime de estelionato digital, definido pela legislação brasileira como a prática de obter vantagem indevida ao enganar a vítima, seja por redes sociais, ligações, e-mails falsos ou outros meios fraudulentos, visando o acesso a dados sensíveis, como senhas e informações bancárias. É fundamental que as vítimas saibam que possuem direitos e podem buscar reparação para minimizar os prejuízos causados.

Ao sofrer um golpe financeiro, o primeiro passo recomendado é o registro de um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia. Esse ato é essencial não só para resguardar os direitos da vítima, mas também para contribuir com a prevenção de novos casos semelhantes, já que esses dados auxiliam as autoridades na identificação e no combate a fraudes. Além disso, alertar amigos e familiares sobre a fraude é importante, pois informações roubadas são frequentemente utilizadas pelos criminosos para enganar pessoas próximas à vítima.

A legislação brasileira vem se aprimorando para enfrentar a complexidade dos crimes digitais. A Lei nº 14.155, de 2021, por exemplo, inseriu a categoria de “Fraude Eletrônica” no Código Penal, aumentando as penas para estelionato cometido no ambiente digital, como forma de fortalecer a proteção ao consumidor.

Direitos das Vítimas de Golpes Financeiros

As vítimas de golpes digitais possuem uma série de direitos que podem ser exercidos para reparar danos e evitar desdobramentos do crime. Entre eles estão:

  • Direito à Contestação e Reembolso: Caso a fraude envolva cartões de crédito ou débito, a vítima pode contestar as transações junto à instituição financeira. Havendo provas de que a transação foi não autorizada, existe a possibilidade de reembolso.
  • Direito à Informação: Bancos e instituições financeiras têm a obrigação de manter a vítima informada sobre o andamento da investigação relacionada à fraude.
  • Direito à Proteção de Dados: Segundo as normas de proteção de dados, o consumidor tem o direito de exigir que empresas protejam seus dados e adotem medidas de segurança que previnam violações.
  • Direito a Medidas Judiciais: Além do boletim de ocorrência, as vítimas podem procurar auxílio de órgãos competentes e, se necessário, acionar judicialmente os envolvidos.
  • Direito a Consultoria e Apoio Jurídico: É recomendável que as vítimas busquem orientação especializada para entender as melhores alternativas e estratégias jurídicas.

Para se proteger desses golpes, é essencial adotar precauções no dia a dia. Manter softwares atualizados, ativar a autenticação em duas etapas em contas bancárias e de redes sociais, evitar clicar em links suspeitos e verificar a autenticidade de remetentes antes de compartilhar informações são medidas fundamentais. Além disso, monitorar regularmente as contas bancárias em busca de atividades suspeitas, desconfiar de propostas com vantagens exageradas e compartilhar informações sobre golpes com conhecidos são estratégias que fortalecem a segurança pessoal no ambiente digital.

Essas práticas preventivas são essenciais para preservar tanto o patrimônio financeiro quanto a privacidade em um cenário digital que se mostra cada vez mais vulnerável.

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PROTEJA-SE DOS GOLPES ONLINE: CONHEÇA AS ESTRATÉGIAS DOS CRIMINOSOS E SAIBA COMO SE DEFENDER

Nos últimos anos, golpes digitais têm se tornado uma ameaça cada vez mais presente na vida dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto DataSenado, cerca de 24% da população com mais de 16 anos foi vítima de algum tipo de fraude online entre junho de 2023 e junho de 2024. Entre os golpes mais comuns estão clonagem de cartões, fraudes na internet e invasão de contas bancárias, todos com o potencial de causar sérios prejuízos financeiros e emocionais. A seguir, explico as principais modalidades de fraudes digitais, para que você possa ficar atento e se proteger.

Clonagem de WhatsApp: o sequestro digital que não para de crescer

Um dos golpes mais relatados é a clonagem de WhatsApp, onde os criminosos utilizam aplicativos e códigos para sequestrar a conta da vítima, acessando informações pessoais e contatos. Com o controle da conta, os golpistas podem pedir dinheiro a familiares e amigos da vítima, simulando emergências ou problemas financeiros. A recomendação é sempre desconfiar de mensagens suspeitas e, ao receber qualquer código não solicitado, excluir imediatamente.

O “novo número” que não é novo: fingindo ser alguém que você conhece

Outro golpe bastante comum é o uso de um número falso, com os criminosos se passando por conhecidos da vítima. Usando a foto e o nome de alguém que a vítima conhece, eles entram em contato por meio de outro número, alegando que precisaram trocar de telefone. O pedido de ajuda financeira, alegando emergências, é o próximo passo. Este tipo de fraude depende muito da confiança entre as pessoas, por isso, é importante verificar com a pessoa se a troca de número é real antes de realizar qualquer transação.

Invasão de contas no Instagram: o golpe que engana os seguidores

O Instagram também é um alvo frequente dos criminosos digitais. Golpistas invadem contas e, após mudar a senha para impedir a recuperação do perfil pela vítima, começam a vender produtos falsos aos seguidores. Utilizando justificativas como “desapego” ou “mudança”, o intuito é arrecadar dinheiro rapidamente. A melhor defesa é manter a autenticação em dois fatores ativa e evitar clicar em links suspeitos.

Phishing: o roubo disfarçado de credibilidade

Phishing é um dos métodos mais antigos, porém ainda eficaz, de roubo de dados. Nessa modalidade, os golpistas enviam e-mails ou mensagens disfarçadas de comunicação oficial, como se fossem de empresas ou órgãos governamentais. O objetivo é induzir a vítima a clicar em links falsos e fornecer informações sensíveis, como dados bancários ou números de identidade. Uma dica essencial é sempre conferir a autenticidade do remetente antes de fornecer qualquer dado pessoal.

Falsos funcionários: golpes que exploram a confiança nas instituições

Passar-se por funcionário de banco ou empresa é outra estratégia utilizada pelos criminosos. Eles entram em contato por telefone, mensagem de texto ou WhatsApp e fingem representar a instituição. Assim, com uma abordagem convincente, solicitam informações pessoais ou acesso às contas da vítima. Para evitar cair nessa fraude, nunca compartilhe dados sensíveis sem confirmar a legitimidade da fonte.

Golpe do sequestro: a fraude emocional

Embora seja um golpe mais antigo, o golpe do falso sequestro continua sendo uma das fraudes mais comuns. O criminoso liga para a vítima afirmando que está com um familiar ou amigo e exige um resgate em dinheiro. A recomendação é manter a calma e tentar confirmar a segurança da pessoa em questão antes de tomar qualquer ação.

Problemas no sistema: a desculpa perfeita para enganar

Golpistas também se utilizam de um pretexto comum: o problema no sistema. Alegando falhas no processamento de dados ou no recebimento de pagamentos, os criminosos induzem a vítima a fornecer informações pessoais ou a realizar um pagamento para resolver o suposto problema. Sempre que receber uma ligação ou mensagem desse tipo, entre em contato com a empresa por canais oficiais antes de qualquer ação.

Ficar atento e sempre desconfiar de solicitações não solicitadas é essencial para evitar se tornar mais uma vítima desses golpes digitais. A prevenção e o cuidado são as melhores armas contra essa crescente ameaça.

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SITES DE PIRATARIA MIRAM TORCEDORES DA COPA DO BRASIL COM MALWARE

Um novo alerta emitido pela Digital Citizens Alliance (DCA) está chamando a atenção de autoridades brasileiras e organizações de defesa do consumidor sobre os riscos de segurança cibernética associados ao uso de sites de pirataria digital para assistir às finais da Copa do Brasil de 2024. O relatório de outubro de 2024, intitulado “Offsides: como os criminosos estão explorando a Copa do Brasil para espalhar malware através de sites de pirataria”, foi resultado de uma investigação conjunta da DCA com a Unit 221B e a White Bullet Solutions. O estudo revelou que operadores de pirataria têm utilizado eventos de grande audiência, como a Copa do Brasil, para atrair internautas e infectar seus dispositivos.

O alerta destaca que muitos torcedores brasileiros, ao buscar meios “gratuitos” de assistir aos jogos finais, podem estar se expondo a riscos significativos. As plataformas de pirataria, especialmente quando acessadas por dispositivos móveis, são conhecidas por inundar os usuários com anúncios, que muitas vezes servem de isca para a instalação de malware. As investigações revelaram que essas propagandas, ao serem clicadas, podem introduzir vírus nos dispositivos, expondo os dados dos usuários e possibilitando atividades maliciosas, como mineração de criptomoedas sem o conhecimento do proprietário do aparelho.

Os analistas da Unit 221B e da White Bullet analisaram mais de 500 sites de pirataria voltados ao público brasileiro e identificaram um aumento na incidência de anúncios maliciosos, especialmente durante a transmissão das semifinais da Copa do Brasil. Durante os testes, os investigadores foram expostos a propagandas que simulavam mensagens de alerta de segurança, induzindo o usuário a instalar softwares que, na verdade, comprometiam a integridade de seus dispositivos.

O estudo enfatiza que esses ataques cibernéticos utilizam táticas diversas para enganar os espectadores, desde criar um senso de urgência com alertas falsos de vírus até exibir players de vídeo que pedem inscrições em serviços para continuar a transmissão. A Copa do Brasil se mostrou um ambiente propício para esses ataques, devido ao grande interesse dos brasileiros em acompanhar os jogos, o que aumenta as oportunidades para os operadores de pirataria disseminarem seus malwares.

Segundo os dados apresentados, os usuários que acessam sites de pirataria têm uma probabilidade cinco vezes maior de enfrentar problemas de segurança digital em comparação àqueles que evitam essas plataformas. A recomendação é que os consumidores busquem formas seguras e legítimas de acessar conteúdo digital, evitando cair em armadilhas que possam comprometer seus dados pessoais e a integridade de seus dispositivos.

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FRAUDE NO INSS: SAIBA COMO PROTEGER SEUS DADOS E SUA BIOMETRIA

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem alertado os seus segurados, especialmente os idosos, sobre um novo golpe que tem como alvo esse grupo vulnerável. A tática dos criminosos agora envolve visitas presenciais à casa do beneficiário, com a intenção de coletar dados biométricos e usá-los para fins fraudulentos. A preocupação do órgão é garantir que os aposentados saibam como se proteger de situações como essa e evitar prejuízos.

Um exemplo recente desse golpe foi registrado no interior de São Paulo, em que os golpistas utilizaram uma plataforma de vendas para enganar um aposentado. Por sorte, antes de conseguirem efetivar o golpe, o banco identificou a tentativa de fraude e bloqueou a solicitação de empréstimo feita em nome da vítima.

Como funciona o golpe de biometria no INSS?

A estratégia dos criminosos começa com a entrega de um pacote que o aposentado supostamente teria comprado online. Ao estranhar o conteúdo da entrega, a vítima é informada de que, para recusar o recebimento, precisa confirmar sua identidade por biometria facial. Assim, os golpistas capturam a biometria da vítima e a utilizam para acessar suas contas bancárias ou solicitar empréstimos em seu nome.

Como se proteger de golpes relacionados ao INSS?

Para evitar cair nesse tipo de armadilha, é essencial adotar algumas precauções:

  1. Proteja sua biometria: Nunca forneça seus dados biométricos a pessoas desconhecidas ou fora de ambientes confiáveis.
  2. Cuidado com visitas inesperadas: Desconfie de entregadores ou supostos representantes de instituições financeiras que solicitam informações pessoais ou biométricas sem agendamento prévio.
  3. Busque fontes oficiais: Sempre que houver dúvidas, procure os canais oficiais do INSS ou do banco antes de fornecer qualquer informação.
  4. Use tecnologia a seu favor: Adoção de medidas de segurança, como senhas fortes e autenticação de dois fatores, pode dificultar o acesso indevido às suas contas. Além disso, evite usar redes de wi-fi públicas e, se for necessário, desative o compartilhamento de dados.

Outros golpes comuns contra idosos

Além do golpe da biometria, existem outras fraudes frequentemente direcionadas a aposentados. Entre elas:

  • Falsas centrais telefônicas: Criminosos se passam por atendentes de bancos e pedem dados e senhas pessoais.
  • Falsos empréstimos consignados: Oferecem empréstimos com a exigência de pagamento antecipado de taxas.
  • Presentes falsos: Entregam supostos brindes e cobram taxas por maquininhas adulteradas que roubam dados do cartão.
  • “Ajuda” em caixas eletrônicos: Oferecem suporte durante saques para obter senhas e furtar cartões.
  • Vendas fraudulentas online: Sites e perfis falsos em redes sociais atraem idosos para compras de produtos que nunca são entregues.

Manter-se informado e adotar práticas de segurança são fundamentais para evitar que esses golpes causem prejuízos irreparáveis aos segurados do INSS.

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COMO MANTER-SE SEGURO NO MUNDO VIRTUAL EM 2024

O aumento expressivo dos crimes cibernéticos no Brasil no início de 2024, com um crescimento de 38%, coloca o país em uma posição preocupante no cenário global, ocupando o segundo lugar em ocorrências, segundo dados recentes. Esse avanço, impulsionado pelo crescimento do uso de dispositivos digitais e pela transformação das operações financeiras online, tem gerado oportunidades para criminosos explorarem vulnerabilidades, especialmente em serviços financeiros. O impacto dessa situação exige uma maior conscientização dos usuários e, sobretudo, investimentos em segurança digital para mitigar riscos e proteger dados pessoais.

Estudos revelam que 80% dos brasileiros já foram vítimas de fraudes digitais, sendo os golpes via Pix, boletos falsos e fraudes com cartões de crédito responsáveis por prejuízos de mais de R$ 70 bilhões nos últimos 12 meses. Diante desse cenário alarmante, a proteção contra ataques cibernéticos tornou-se um requisito básico para qualquer pessoa ou empresa que utilize a internet. A dependência crescente de serviços digitais faz com que as ameaças virtuais se tornem cada vez mais frequentes e sofisticadas.

Principais ameaças digitais

Entre os principais ataques utilizados pelos cibercriminosos, o phishing se destaca como uma das técnicas mais comuns. Esse golpe consiste no envio de e-mails, mensagens ou até mesmo na criação de sites falsos, com o objetivo de enganar os usuários para que forneçam informações confidenciais, como dados financeiros e senhas. Outra prática perigosa envolve o uso de malware, software malicioso projetado para invadir sistemas e roubar informações. Já o ransomware vai além, criptografando arquivos e exigindo um resgate para que os dados sejam recuperados.

Além dessas técnicas diretamente ligadas à tecnologia, existe o fator humano, muitas vezes explorado através da engenharia social, onde os criminosos manipulam psicologicamente suas vítimas para que realizem transferências bancárias, informem senhas ou detalhes de cartões de crédito. Esse tipo de abordagem vem se tornando cada vez mais comum, pois explora a vulnerabilidade emocional das vítimas, tornando-as mais suscetíveis a fraudes.

Como se proteger: estratégias eficazes

Diante desse cenário, é essencial que todos os usuários da internet adotem medidas proativas de segurança. Abaixo estão algumas das práticas mais eficazes para reduzir o risco de cair em golpes digitais:

  1. Senhas robustas: Utilizar senhas fortes, diferentes para cada serviço, com combinações de letras, números e símbolos, é uma das principais formas de se proteger. Quanto mais complexa for a senha, mais difícil será para os criminosos decifrá-la.
  2. Autenticação em dois fatores: Ativar a autenticação de dois fatores, que requer uma segunda forma de validação além da senha, como um código enviado via SMS ou e-mail, adiciona uma camada extra de segurança aos seus dispositivos e contas online.
  3. Atualizações de sistema: Manter seus sistemas operacionais, aplicativos e antivírus atualizados garante que as últimas correções de segurança estejam em vigor, reduzindo vulnerabilidades exploradas por hackers.
  4. Cuidado com links suspeitos: Evitar clicar em links de remetentes desconhecidos ou suspeitos é fundamental. Muitos ataques começam com o simples ato de clicar em um link malicioso.
  5. Evitar redes públicas: Realizar transações financeiras ou fazer compras online em redes Wi-Fi abertas representa um risco considerável, uma vez que esses ambientes são vulneráveis a interceptações.
  6. Backup regular: Fazer cópias de segurança dos seus dados com frequência é uma boa prática, permitindo que você recupere informações importantes em caso de ataque ou perda de dados.
  7. Verificação de sites: Antes de fornecer qualquer informação pessoal ou financeira online, é importante verificar se o site é legítimo, conferindo o endereço da página e se há protocolos de segurança, como o “https”.
  8. Atualização contínua sobre ameaças: Manter-se informado sobre novas formas de ataques cibernéticos e compartilhar essas informações com familiares e amigos pode ajudar a aumentar a conscientização e evitar que mais pessoas se tornem vítimas.
  9. Cautela nas redes sociais: Evitar o compartilhamento excessivo de informações pessoais e ser cético em relação a promoções que parecem muito boas para ser verdade são formas eficazes de evitar fraudes nesse ambiente.
  10. Bloqueio de anúncios maliciosos: Utilizar bloqueadores de anúncios é uma maneira eficiente de reduzir a exposição a conteúdos potencialmente perigosos, que muitas vezes são distribuídos através de banners ou pop-ups.

Com a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos, a prevenção tornou-se um aspecto indispensável na vida digital. A segurança começa com a conscientização e a adoção de práticas simples, mas eficazes, que podem proteger tanto os indivíduos quanto as empresas de prejuízos financeiros e da violação de dados pessoais.